quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

avança, avança, mas ele não descança...



Pirata fingido zarolho num só lugar
Viajante num deserto onde faltou um mar
Alcatrão derretido sentimento ò fechada
Emoção ridícula e alternada
Tumor que me sente e possuí
Viajem onde quis seguir e assim fui
O peito me alisas e aqueces
Teatro caro e lotado em preces
Quis seguir onde se segue já
Sentir onde a rima se chama frente mas atrás está
Avanço espaçado mas sem espaço
Mais uma anedota que anota um embaraço
Na região ela avança, afoga-se em bagaço.
Adiantado adiante mas só no atraso.


  • escrito por ricardo filipe sousa



Dedicatória: Inês Correia; Este poema não tem nada haver com esta minha grande amiga, este poema é um auto desabafo que escrevi sensivelmente em quinze minutos numa noite em que estava "demasiado" pensativo. Mas quis dedicar-lhe pelo "support" que me tem dado, practicamente desde que comecei a escrever.

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