Dói me as mandibulas de tanta inutilidade
Preso numa cadeia vítima de uma honestidade
Nuvem cinzenta que me aborda
Atormenta o futuro, o dia em que ela não acorda
Acções escusadas escutadas e acusadas
Fragmentadas presas entre milhões de escadas
Labirinto palitando as pessoas á espera
De outro coitadinho que queira fugir á regra
Oiço-os iludidos digitalmente falando
Era perdida errante, vai-se agravando
Impressão que impregna vai-se impregnando
Derretendo-te sobre a pele a noção do engano
A coerência divorciou-se da coesão
Vejo flashes desarticulados no meu coração
Se desejo o fim dão me a sensação
De um infinito sim disfarçado de um não
Venha á morte que eu confio, lance os dados
Não acredito na justiça da vida, sim em condenados
Mundo que só come, vai-se comendo…comendo e comendo
Atiça á maldade e espera na balança mais um instruendo
Estou embriagado num orgulho tão orgulhoso
Tão orgulhosamente penoso
Sinto-me mecanicamente venenoso
Num rico brilho, baldado luminoso
Meu enredo em segredo escondido no lago que não esqueci
Para variar variei errei afogado no fim.
Dedicatória: Este dedico a mim.
Notas: Um dos meus preferidos, como o "sonhos teimosos..." diz muito sobre mim e está ligado com o "o lago profundo..."
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