Porque quis dar uma entrevista?
-Porque sou maluco e gosto de escrever sozinho, principalmente de madrugada.
Agora asserio, porquê?
-Quero que as pessoas entendam melhor o meu trabalho e assim é mais explícito.
Afinal qual é o seu objectivo? É que muitas pessoas comparam o teu trabalho com o movimento hip hop.
-Nada haver, gosto de hip hop vivo-o todos os dias, a minha poesia é um manifesto, um desabafo gratuito para todos, no qual tento mostrar o meu ponto de vista da vida por muito inocente ou pessimista que seja, não procuro sucesso, se o procura-se estava mal orientado.
Começas-te a escrever quando e porquê?
-Comecei em Julho do ano passado, sempre gostei de poesia, mas a oportunidade para escrever surgiu naquele momento, tinha os meus motivos, as minhas inspirações.
Tens neste momento três poemas no título com “homicídio lírico” que quer dizer?
-Como me considero um poeta muito ressentido e carente, quer dizer nada mais nada menos que "o ricardo está a querer enterrar uma verdade trazendo-a ao de cima", geralmente (os dois últimos foram), estes homicídios são dirigidos a uma ou mais pessoas por uma e só uma razão, o primeiro é sobre a falsidade, o segundo é sobre o amor falso este terceiro é sobre a traição na amizade (gosto de revelar as verdades que todos sabem mas poucos admitem), porquê traição? Porque já me aconteceu muitas vezes considerar pessoas grandes amigas e na hora em que elas podem escolher alguém que as acompanhe durante uns longos anos preferem ir para a traição sempre tão bem arranjada e tentadora. As pessoas para quem eu escrevo nunca sabem porque eu sou cobarde, nada disso, sabem, sempre fiz questão disso, até porque a minha intenção é mesmo atacar, mas atacar de uma maneira critica, se não chegam a saber, não posso fazer nada.
Quais são os temas que mais gostas de explorar?
-Sem dúvida o amor e a minha vida, é uma maneira de me conhecer melhor, acho que ninguém se conhece a si mesmo a cem por cento e a poesia revela-me.
Todos os poemas estão ligados a ti de uma certa maneira?
-Todos, indirectamente ou directamente.
Tens planos para o futuro?
-Quero fazer um trabalho meu, claro, uma espécie de livro com prefácio, introdução, três capítulos, conclusão, tudo com um estilo minimalista, para ficar como recordação ou para “portas” que me possam surgir no futuro.
Queres sugerir algum poema?
-É sempre um gosto:
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