Às vezes gostava de desaparecer
Cair num paraíso mesmo sem querer
Era tão bonito por momentos
Eu esquecer todos os enredos
Criar a minha fantasia num círculo fechado
E tirar da boca este sabor amargo
Lindo era piscar os olhos e a angústia perder
Ou até mesmo bastar estalar os dedos para alguém esquecer
Mas porque que para esquecer temos de encarar a maldade?
E porque é que a mentira doí mais que a verdade?
Já tentei entrar em jogo com tantas estratégias…
Forte ou fraco largo sempre as rédeas
Amo a maneira como a minha inspiração no papel cai
Porque sei que ao menos essa não me trai
Sinto-a uma amiga em qualquer episódio triste
E alguém que nos meus piores momentos me assiste
Mas esquece tu que lês isto não percebes a minha dor
Não sabes o que é olhar à volta e não veres cor
Já pensei se estou a pagar por algo que fiz
Ou se foi o maldito destino que assim o quis
Sinto-me uma boa pessoa acho que não mereço
Toda a vida ter de perder quem amo a qualquer preço
Acho que estou amaldiçoado…
O mais provável é estar um trânsito de tristezas à minha espera parado
Às vezes fujo e mando vir as amarelas
Acho graça quando é tarde e vêm as sequelas
Por vezes sinto que quero aquela flor de volta
Mas ela não me abre quando lhe vou tocar à porta
Às vezes fujo e mando vir o nevoeiro
Sinto a minha vida pesada, azedo limoeiro
Por vezes sinto que quero voltar a tentar tudo outra vez
E rabiscar a minha história sem um ou dois porquês
Às vezes fujo e mando vir o pó
E excepcionalmente peço à minha criatividade dó
Olho para a frente e vejo um mundo rico em actividade
Encarno num empregado sirvo à mesa honestidade
E esta é a verdade da minha escrita
Transformo em linhas aquilo que me ataca a vista
Afastem-se da cidade da mentira ouvi dizer que há lá uma feira
Que vende rifas baratas mas num oceano de lágrimas é apenas uma ribeira
Estou tão arrependido
Que nojo, olha o tempo perdido
Agora dou graças a Deus por nunca te ter tido
Lembras-te da desculpa para uma desculpa?
Vou queimá-lo, é tua a culpa
Lembras-te do misterioso perfume?
Vou queimá-lo, que desnecessário, assume
Lembras-te do não imaginas o que vi?
Vou queimá-lo, as estrelas são mais bonitas sem ti
Lembras-te da queda que nunca me esquecerei?
Vou queimá-lo, sem ti hoje amanhã tudo serei
És ridícula, falsa deixaste-me desnorteado
Mas para mim ontem morreste nem lugar tens no passado...
ISTO NÃO ME CHEGA!
Então honestidade estou aqui estás vesga?
A minha mensagem de hoje é para mostrarem sempre o que têm de mostrar
Não se esqueçam de tratar bem de quem gostam e DIZEM gostar.
- escrito por ricardo filipe sousa
Notas: Os poemas que coloquei até este na minha opinião são fundamentais para perceberem o desaparecimento, a morte e o sossego).
Agradecimentos: filipe evora, paulo costa, claudio oliveira, catarina santos, mafalda nobre, maria miguel saraiva e joao matos pelos gostos e comentários.
Dedicatória: João Pedro Matos
Como eu te entendo, meu lindo... também quis desaparecer... tantas vezes.
ResponderEliminarMuito bom!
Oh Carla desculpa a demora mas eu nao vou ao mail e eles dizem que alguem comentou no mail...
EliminarFoi essa a mensagem que quis transmitir no poema, desaparecer, neste caso consegui mesmo desaparecer e deixar para trás tudo o que me estava a degradar, o poema foi o desabafo.