segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

um antónimo desgraçado... (homicídio lírico II)


Testa de duas montanhas não sabes como lhe apareceu
Minha pedra preciosa que Deus vendeu
A alguém que recebeu um mandato
Para te explorar num avanço onde ele é o atrasado
Revolucionou o teu coração com cravos
E eu só me ria dele com sorrisos forçados
Ditadura abaixo, humor é como o queres agora
Fico feliz por ti, porque eu já me fui embora.
Entre o ser e não ser há os que querem ser e não são
Durante mensagens e telefonemas "que amor, que paixão!"
MENTIRA, filosofia de uma vida que não encaixa em ti
Enquanto ele pensa que só tem bilhete de ida, enfim.
Príncipe da noite, quantos é que pôs já?
Desfiladeiro onde ele treme, com medo que te aTIRES de lá
Campeonato passado que também já passei
Disco riscado onde cuspi e apaguei
Não te preocupes que o segredo ficará sempre comigo
Não te usei e respeito o boi que tens contigo
Não sou remédio santo mas quis-te dar uma dose
Para ver se da próxima vez já te passou a tosse
Vemo-nos por aí, talvez no inferno
Porque és tão má como eu, com esse amor literalmente CEGO

Cego
Ceguinho
Abre o olhinho
Querias um rei
Saiu-te um menino.


  • escrito por ricardo filipe sousa

Notas: Este poema não é PARA NINGUÉM, apenas estou a explorar uma das vertentes da poesia que gosto mais, o amor/traição, para muitos apreciadores de poesia este pode ser um pouco "violento", mas acho que descreve bem algumas pessoas da nossa sociedade/juventude, o "Eu" neste poema é simplesmente um heterónimo. Qualquer coincidência com a realidade é mesmo isso apenas uma coincidência. Obrigado

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