quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

o lago profundo...


Mergulhei e para fora tudo salpiquei
Não dá para respirar agora mas arrisquei
Lago profundo que não sabe onde errei
Quer o meu corpo todo e trono onde quero ser rei
Numa mistura tão grande sinto-me pitada num tempero
Onde o tempo reina e eu sou seu servo
Esbracejo para chegar á superfície e sentir o teu cheiro
Ó verdade bonita acho que matei-o
O falso, que diz ser figura de uma paternidade
Tem filhos cruéis que brincam com a maldade
Cá em baixo não há comboios muito menos paragens
Bilheteira fantasma que não me vende viagens
Vou-me abrigar nas algas viver nómada longe de vocês
Fazer mil e uma decisões sem ouvir mais porquês
Porque um porquê mata um porque e com porquês não há saída
Uma entrada sem mais entradas não é favorável á vida
Cá em baixo não respiro mas fechado também não
Boa viagem mentira trata bem do meu coração!

  • escrito por ricardo filipe sousa

Agradecimentos: duarte lucena e david mitreiro

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